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Às vésperas da COP30, ABSAE destaca presença do armazenamento de energia no Leilão dos Sistemas Isolados na Amazônia e defende aprimoramentos para ampliar benefícios aos consumidores

  • 29 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

A Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE) registra como avanço a inclusão de sistemas de armazenamento nos resultados do Leilão dos Sistemas Isolados realizado hoje (26), que contemplou 30 MW de potência. O volume contratado evidencia o potencial dessa tecnologia para reduzir os custos da energia elétrica nestas localidades — atualmente custeada por todos os brasileiros via encargos — além de contribuir para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.


Os Sistemas Isolados atendem comunidades de diferentes portes na região amazônica, que não são conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e, historicamente, dependem de soluções termelétricas. Apenas em 2024, a Conta de Consumo de Combustível (CCC), destinada a cobrir esses custos, alcançou R$13 bilhões — valor suportado por todos os consumidores de energia elétrica no país. Para reduzir esse encargo, a legislação determina a busca por alternativas mais eficientes, tanto do ponto de vista econômico quanto energético.


Apesar do avanço, a ABSAE avalia que especificidades da fórmula do certame podem ter limitado a participação de soluções híbridas, capazes de ampliar os benefícios da complementaridade entre geração fotovoltaica, térmica e armazenamento.


O armazenamento de energia elétrica tem potencial comprovado de reduzir de forma significativa os custos da energia e os custos ambientais da geração nos sistemas isolados, ao diminuir a dependência de combustíveis fósseis caros e poluentes. Essa solução traz previsibilidade orçamentária e ganhos ambientais para milhões de brasileiros.


A ABSAE reafirma seu compromisso em contribuir para o aprimoramento contínuo dos próximos certames, defendendo maior clareza regulatória e condições que favoreçam a adoção de soluções híbridas. Às vésperas da COP30, que será sediada na Amazônia, é fundamental reforçar o compromisso com a descarbonização da matriz elétrica também daquela região, e que cada avanço regulatório e tecnológico reforce a liderança do país na transição energética e na construção de soluções sustentáveis para milhões de brasileiros.

 
 
 

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